20 de setembro de 2016

Resenha: Caixa de Pássaros - Josh Malerman

     Olá meus bagunceiros de plantão!

   Depois de um longo período sem postar resenhas, volto a todo vapor com o thriller psicológico Caixa de Pássaros de Josh Malerman.
    Não é segredo que meu gênero predileto de livros e filmes envolve suspense, e a premissa desse livro me cativou na primeira passagem de olhos. Lembro-me de chegar na livraria e ficar passeando pelas prateleiras (meu hobby favorito) procurando algo que nem sabia o que, até me deparar com essa belezinha. O jovem vendedor havia comentado que esse livro estava sendo sucesso de vendas e estaria sendo muito prestigiado, então pensei: "Hum, vou dar uma chance".


Caixa de Pássaros
Josh Malerman
Intrínseca,2015
Tradução de Carolina Selvatici
Contos de horror- Thriller Psicológico
264 pg.


     Josh Malerman é um autor americano e o vocalista da banda de rock The High Strung. Desde a sua infância escrevia contos de terror e Caixa de Pássaros é seu romance de estréia que foi publicado no Reino Unido e nos Estados Unidos em 2014 sendo muito aclamado pela crítica recebendo até mesmo alguns prêmios da literatura.

    A escrita da obra por si só flui muito bem, realmente é um livro pra ler de uma só vez. Narrado em terceira pessoa que nos dá uma visão horrenda de tudo,o romance é composto de cenas bem diretas, sem muita enrolação ou explicações, o que de alguma forma me agradou e muito.  Um suspense bom e angustiante com momentos de tensão e aflição que me deixou muito curioso conforme o lia.

    A obra se divide em presente e passado, até culminar em um mesmo ponto onde as duas estórias se encontram, dessa maneira é possível acompanhar a evolução da protagonista Malorie, quem ela era e no que se transformou, como ela  se desenvolveu devido as ocorrências. Malorie do presente nos é apresentada vivendo num cenário apocalíptico com seus dois filhos e há algo perturbante que não se sabe o que e nem da onde veio ao redor das pessoas. 

"Um âncora descreveu a situação como um apagamento pessoal, expressão que não pegou. Instruções do governo eram constantemente exibidas. Um toque de recolher nacional foi decretado. As pessoas foram aconselhadas a trancar as portas, tapar as janelas e, acima de tudo, a não olhar para fora".

    Bastava uma olhadinha para a "coisa" ou "criatura" para desencadear um comportamento violento nas pessoas que as levava a enlouquecer a tal ponto capaz de matar uns aos outros de maneira brutal ou cometer suicídio

"(...) Um homem que viajava de carona num caminhão por uma estrada nos arredores de São Petersburgo pediu ao amigo, o motorista, que parasse o carro, então atacou-o e arrancou os lábios do colega com as unhas".


    Foi então que Malorie treinou seus filhos severamente desde bebes pra que seus ouvidos superassem a a sua visão.

"Às vezes, por conta de toda a pressão que sofrem para prestarem atenção aos sons, por toda a importância que depositou nos ouvidos deles, Malorie acredita que os dois são capazes de ouvi-la pensar".


   Como viver em um mundo que não se pode abrir os olhos?

 No início do caos, Malorie e algumas pessoas eram céticas com os acontecimentos noticiados na televisão e internet até sua vizinhança e família serem afetadas. Sozinha e com uma gravidez totalmente inesperada, decide se aventurar na busca de uma especie de abrigo noticiado no jornal. Desde então somos apresentados aos demais personagens que vivem trancafiados nessa casa com as janelas tapadas por cobertores, lutando pela sobrevivência .

   Não senti medo, talvez  pelo fato de estar acostumado com o gênero,achei inclusive  as cenas bem clichês de filmes de suspense, que eu provavelmente daria um pulo no sofá, mas acabei não dando nenhum. 

   O final deixa a desejar, não é nada surpreendente,nada conclusivo, bem esperado por sinal, com muitas pontas soltas que de certa forma me incomodou bastante, o que todos queriam saber (pelo menos acho), a maior curiosidade do livro não nos é relevada. Muito provavelmente o autor quis deixar a próprias interpretações, ou foi proposital mesmo pra tentar causar um medinho maior, o que não funcionou nem um pouco pra mim por gostar das coisas bem mastigadinhas e esmiuçadas.



    Mesmo o autor dizendo em entrevista para o site da intrínseca que não se o ponhe a ideia de uma continuação, deixou bem claro estar pensando em outros livros e outros medos. Portanto,  o que eu mais gostaria de saber, não saberei. O jeito é aceitar que dói menos!

   Ah, acho que gostariam de saber que  o romance será adaptado para o cinema, seus direitos foram comprados pela Universal Studios e o filme está na fase de pré-produção.

     Confira a resenha no canal.

 


      Grande Afago e até a próxima!


Um comentário:

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